segunda-feira, 24 de julho de 2017

SÉRIE 1 PEDRO: 5 – A NOSSA IDENTIDADE ESPIRITUAL



5 – A NOSSA IDENTIDADE ESPIRITUAL
(22-03-2017)
Introdução: Na semana passada estudamos o texto onde o apóstolo Pedro exorta os crentes ao crescimento espiritual. Dando continuidade, o texto de hoje afirma que além de sermos pedras vivas, nós também somos membros de uma “raça eleita”, cidadãos de uma “nação santa”, um povo de “propriedade exclusiva de Deus” (v. 9). Como membros da família de Deus, a igreja de Cristo, desfrutamos de uma maravilhosa salvação e recebemos uma missão especial no mundo. Essa nova identidade precisa ser compreendida e também vivida em todo o seu alcance. 

“Qual é a igreja mais importante do mundo?”  É a igreja que Deus está edificando dentro de você. 
(Pr. Bill Rybels - Escritor, Coaching de pastores e Pastor da Willow Creek Community Church )

Texto Bíblico: 1 Pedro 2.8-10
8. e, "pedra de tropeço e rocha que faz cair". Os que não crêem tropeçam, porque desobedecem à mensagem; para o que também foram destinados.
9. Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
10. Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam.

1 - A NOSSA IDENTIDADE ESPIRITUAL É CLARA 
“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”  (1 Pedro 2.9a)
Em contraste com os descrentes que rejeitaram a Cristo e nele tropeçaram, nós, povo de Deus, somos identificados por Pedro como um povo escolhido por Deus para a salvação e também para uma missão especial no mundo. Vejamos.


1º NÓS SOMOS RAÇA ELEITA. Vós, porém, sois raça eleita... (2.9). 
Pedro toma emprestada a profecia de Isaías: ... ao meu povo, ao meu escolhido, ao povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor (Is 43.20b,21). Pedro vê os crentes como o corpo de Cristo, a igreja. Assim como Deus escolheu Israel dentre as nações para ser seu povo exclusivo, escolheu pessoas de entre todas as nações para formar sua igreja. Somos uma raça escolhida por Deus dentre todos os povos da terra. Mueller diz que os cristãos formam uma nova raça, diferente tanto de judeus como de gentios.
O Senhor não escolheu Israel porque era um grande povo, mas porque o amava (Dt 7.7,8). Assim também, Deus nos escolheu com base em seu amor e em sua graça. Jesus foi categórico: Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros (Jo 15.16).

2º NÓS SOMOS SACERDÓCIO REAL. ... sacerdócio real... (2.9). Somos não apenas sacerdotes na casa de Deus, mas sacerdócio real, porque servimos ao Rei dos reis e porque esse serviço é realizado em prol do reino de Deus. O adjetivo descritivo real dá a entender a existência de um reino e de um rei. O Messias é tanto sacerdote quanto rei, conforme a profecia de Zacarias: Será revestido de glória; assentar-se-á no seu trono e dominará, e será sacerdote no seu trono (Zc 6.13). 

SOMOS CHAMADOS A SERVIR

SOMOS CHAMADOS A PROCLAMAR O REINO - Warren Wiersbe observa corretamente que, no tempo do Antigo Testamento, o povo de Deus possuía um sacerdócio, mas agora é um sacerdócio. 

COMO SACERDOTES TEMOS LIVRE ACESSO AO SANTO DOS SANTOS - Todo cristão tem o privilégio de entrar na presença de Deus (Hb 10.19-25). 

SÓ HÁ UM MEDIADOR: Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. Ninguém se achega a Deus por meio de alguma pessoa aqui na terra, mas pelo único mediador, Jesus Cristo (lTm 2.5).155

3º NÓS SOMOS NAÇÃO SANTA.... nação santa... (2.9). Pedro retrata o povo de Deus como uma nação santa, o que significa que seus cidadãos foram separados para servir a Deus. Deus nos escolheu para a salvação mediante a santificação e para a santificação. Deus nos salvou do pecado, e não no pecado.

4º NÓS SOMOS POVO DE PROPRIEDADE EXCLUSIVA DE DEUS. ... povo de propriedade exclusiva de Deus... (2.9).
Ao longo dos séculos, Deus tem tomado para si o seu próprio povo. Esse povo, diferente de todas as nações do mundo, é um bem precioso para Deus, a herança de Deus. Existe independentemente de laços nacionais, pois tem um relacionamento especial com Deus. Ele pertence a Deus, que o comprou com o sangue de Jesus Cristo.157 Holmer tem razão em dizer que “nenhuma outra pessoa pode reclamar direitos de posse sobre o povo, senão unicamente Deus”. Assim como Deus não divide sua glória com ninguém, também não nos reparte com ninguém. Somos dele, só dele. O nosso valor não é devido a quem nós somos, mas a quem Deus é. O valor não está na pessoa possuída, mas no possuidor. A grandeza do cristão está no fato de pertencer a Deus. Porque somos propriedade exclusiva de Deus, temos valor infinito!

2 - A NOSSA MISSÃO NO MUNDO É SUBLIME
“para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam. (1Pedro 2.9b-10) 
Depois de descrever os privilégios e atributos da igreja, Pedro fala sobre a missão da igreja. Fomos salvos pela graça para uma sublime missão. Fomos chamados do mundo para proclamarmos ao mundo uma mensagem imperativa, intransferível e impostergável. Destacamos aqui dois pontos importantes.

1º  O CONTEÚDO DA MENSAGEM. ...a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (2.9). A palavra grega aretes, “virtudes”, era um termo amplamente difundido na época e muito importante na concepção ética e religiosa do helenismo. Estão em vista as grandes obras de Deus na história do seu povo. Esses feitos maravilhosos de Deus tratam da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo como a transformação libertadora do homem e do seu mundo. Também estão em foco aqui as virtudes de Deus, como poder, glória, sabedoria, graça, misericórdia, amor e santidade. Por meio de sua conduta, os cristãos devem testemunhar que são filhos da luz, e não das trevas (lTs 5.4).160
Somos embaixadores dos atributos de Deus e de seus gloriosos feitos. Não podemos calar nossa voz. Não podemos guardar para nós essa mensagem. Precisamos proclamar em alto e bom som quem é Deus e o que ele fez por nós em Cristo Jesus. Reforçando esse pensamento, William Barclay esclarece que a missão do cristão é contar aos outros o que Deus tem feito por sua alma. Por meio da própria vida e das próprias palavras, o cristão é uma testemunha do que Deus tem feito por ele, pela mediação de Cristo Jesus.
Concluímos esse pensamento, com as palavras de Holmer:
Quem experimentou a intervenção resgatadora de Deus em sua vida não pode silenciar a esse respeito, uma vez que sabe que foi arrancado do âmbito de poder das trevas e transferido para o senhorio libertador do Ressuscitado. Trevas significa distância de Deus, designa o que é diabolicamente mau. O ser humano distante de Deus vive nas trevas e realiza obras das trevas. Deus, porém, chama para fora das trevas - para dentro de sua maravilhosa luz.

2º A MOTIVAÇÃO PARA A MENSAGEM. Vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia (2.10). Pedro faz aqui um forte contraste entre o passado dos cristãos e o seu presente. O que Deus fez por nós deve ser uma forte motivação para cumprirmos com zelo, fidelidade e urgência a missão que nos confiou. Não éramos povo, mas agora somos seu povo de propriedade exclusiva. Estávamos perdidos, sem esperança no mundo, entregues à nossa própria desventura, mas agora Deus derramou copiosamente sobre nós sua misericórdia. Agora, somos filhos de Deus, morada de Deus, sacerdotes de Deus, para realizarmos a obra de Deus. William Barclay diz que a característica dominante das religiões não cristãs é o medo de Deus. O cristão, porém, descobriu em Jesus Cristo o amor e a misericórdia de Deus.

CONCLUSÃO
ILUSTRAÇÃO EU NÃO TENHO OUTRO PLANO – 
O anjo Gabriel se aproximou de Jesus e disse: Mestre, o Senhor deve ter sofrido muito pelos homens lá embaixo. 
Sofri — disse ele. 
E continuou Gabriel, eles sabem tudo sobre como o Senhor os amou e que morreu por eles? 
Oh, não — disse Jesus — ainda não. Neste exato momento, apenas algumas pessoas na Palestina sabem. 
Gabriel ficou perplexo. — Então o que o Senhor fez para que todo mundo soubesse do seu amor por eles? — perguntou o anjo. 
Jesus disse: — Pedi a Pedro, Tiago e João e a alguns outros amigos que falassem às pessoas sobre mim. Aqueles que ouvirem, por sua vez, falarão a outras pessoas e, dessa maneira, a história será espalhada até os mais longínquos rincões da terra.  Por fim, toda a humanidade terá ouvido sobre minha vida e minha obra. 
Gabriel franziu a testa e olhou com muito ceticismo. Ele sabia muito bem do que os homens eram feitos. — Sim — disse ele — mas e se Pedro, Tiago e João se cansarem? E se as pessoas depois deles se esquecerem? E se, lá pelo século XX, as pessoas simplesmente não disserem nada sobre o Senhor aos outros? O Senhor não preparou nenhum outro plano? — perguntou o anjo. 
Jesus mais uma vez respondeu: — Não tenho nenhum outro plano. Conto com eles.

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