quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

PASTORAL - MARCHA PARA SATANÁS

“MARCHA PARA SATANÁS”


“E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?”
(Apocalipse 13:4)

Na imagem acima você vê uma enorme 
estátua  de Satanás abrindo o desfile da 
Unidos da Tijuca no  carnaval de 2007. 
Alguns minutos depois o diabo foi 
humilhado quando a sua pata 
direita entrou em chamas. Glorias a Deus.
Pelas redes sociais tem sido amplamente divulgado e combatido um evento que está marcado para o dia de hoje (17/01/2016) em diversas capitais e cidades brasileiras. O evento tem sido chamado de “Marcha Para Satanás”. Como se já não bastasse os tremendos problemas que já temos, além do tanto que o nosso País tem afrontado e provocado a ira de Deus, agora surge mais isso.
Desse evento concluo algumas coisas que quero compartilhar:
1º - NENHUMA NOVIDADE – Esse indesejável evento na verdade a palavra de Deus já o previa e, por isso mesmo, não deve nos surpreender. E aqueles que o idealizaram, achando que estariam combatendo Deus e a veracidade da sua palavra, na verdade acabaram confirmando a profecia do texto de Apocalipse 13.4 que lemos acima.

2º - SINAIS DOS TEMPOS – Satanás sabe muito bem que a cada dia se aproxima o momento em que ele e seus demônios serão lançados no lago de fogo em enxofre (Apocalipse 20.10). Ele sabe que a sua condenação se aproxima velozmente e os sinais da segunda vinda de Jesus que vem “vitorioso e para vencer” se mostram cada vez mais notórios e palpáveis.

3º - DESESPERO – Sabendo da sua iminente condenação, esse evento nada mais é do que uma atitude desesperada do diabo de querer demonstrar força aos seus cegos seguidores e para tentar intimidar a triunfante Igreja de Cristo Jesus que, em breve, pelo poder de Deus, “esmagará Satanás debaixo dos nossos pés” (Romanos 16.20).

4º - MANIPULAÇÃO – Temos visto nestes últimos anos uma produção gigantesca de filmes, jogos, séries televisivas e também algumas “brincadeiras” que simulam práticas de ocultismo e de invocação de demônios como a chamada “Charlie, Charlie”. Tudo faz parte de uma tentativa do inimigo de manipular as mentes e os corações das crianças, quebrando resistências e criando simpatia pelas trevas. O sucesso das bonecas Monster High, de filmes como Harry Potter, Senhor dos Anéis, Jogos Mortais, Jogos Vorazes, Walking Dead, Supernatural e Thor, têm como plano de fundo a aceitação e assimilação da cultura dark.

5º - ENFRENTAMENTO – Finalmente, essa “Marcha Para Satanás” não se combate com ódio recíproco, com trocas de acusações, com multidão de palavras de condenação, nem por debates e argumentações intermináveis nas redes sociais, nem pela rejeição ou afronta aos seus adeptos. As nossas armas nessa guerra se chamam jejum e oração.
O que me preocupa é pensar que “marchas de afrontas” iguais a esta ou talvez piores do que estas já acontecem neste país há tantos anos e todos os anos. “Marchas” como o Carnaval, como o Círio de Nazaré, Festas como a do Senhor do Bomfim, São João e São Pedro, a idolatria de demônios como Yemanjá, Padre Cicero e Aparecida do Norte além de tantas outras. Atrelado a isso nunca houve tantos escândalos de corrupção, desvio de dinheiro, enriquecimento ilícito, práticas desonestas e abuso da boa fé das pessoas por grande parte de líderes, políticos e pastores evangélicos como vemos hoje. 

Conclamo você a entrar nesta batalha de intercessão no dia de hoje pelo nosso Brasil e contra o diabo e seus anjos: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” (Efésios 6.12).

Que Deus perdoe os nossos pecados, os pecados da Igreja e os pecados na nossa Nação. Que abra os olhos aos cegos de espírito, que quebre as cadeias do engano e da opressão e sare a nossa terra. Amém.

Pr. Dener Maia

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

PASTORAL - QUANDO JOGAMOS PÉROLAS AOS PORCOS


“QUANDO JOGAMOS PÉROLAS AOS PORCOS”

"Não dêem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão".
(Mateus 7:6) 

No processo de Deus revelar-se ao homem, encontramos um momento maravilhoso quando Deus decide formar um povo que pudesse representá-lo neste mundo, um povo com o qual Ele teria um relacionamento direto e íntimo, que servisse de testemunho de quem era o Senhor. Ele chama então um homem chamado Abrão e o retira do meio da sua parentela e lhe faz uma grande promessa. Depois que Deus fez a promessa a Abraão e cumpre essa promessa em Isaque, Ele continua formando e sustentando este povo até os tempos da escravidão no Egito, quando ali vemos a retumbante, histórica e sobrenatural libertação que Israel recebeu. À geração pós-Egito, ele estabelece Leis e as entrega ao povo pelas mãos de Moisés. Por quê isso? 

Simplesmente porque ele tinha de fazer as coisas piorarem antes que pudesse melhorá-las. A Lei expôs o pecado, afrontou o pecado e o condenou. O propósito da Lei era, por assim dizer, tirar a tampa da respeitabilidade do homem e expor o que ele realmente é abaixo da superfície — pecador, rebelde, culpado, sob o julgamento de Deus e sem esperança para salvar-se a si mesmo.

Hoje, devemos permitir que a Lei faça a tarefa que Deus lhe confiou. Uma das grandes falhas da Igreja contemporânea é a tendência de abrandar o pecado e o julgamento. Essa era a prática dos falsos profetas contemporâneos do profeta Jeremias que foram repreendidos e condenados por Deus, pois falavam ao povo não tratando as suas feridas: "Desde o menor até o maior, todos são gananciosos; profetas e sacerdotes igualmente, todos praticam o engano. Eles tratam da ferida do meu povo como se não fosse grave. ‘Paz, paz’, dizem, quando não há paz alguma.” (Jeremias 6.14)

Dietrich Bonhoeffer foi um teólogo, pastor luterano, membro da resistência alemã anti-nazista e membro fundador da Igreja Confessante, ala da igreja evangélica contrária à política nazista. Veja como ele expõe essa idéia: "É apenas quando alguém se submete à Lei que ele pode falar da graça... Não acho que seja bom o cristão querer chegar ao Novo Testamento de forma muito rápida e direta ignorando ou sem ser informado a respeito da lei". Jamais devemos ignorar a Lei e ir direto ao evangelho. Fazer isso é contradizer o plano de Deus na história bíblica.

Será que não tem sido essa a razão pela qual o evangelho não é apreciado hoje em dia? Alguns o ignoram, outros o ridicularizam. Então, em nosso evangelismo moderno, jogamos pérolas aos porcos (e a pérola mais cara é o evangelho). As pessoas não conseguem ver a beleza da pérola, porque não têm o conceito da imundícia do chiqueiro. Nenhum homem aceita o evangelho antes que a Lei, primeiro, revele a esse homem sua própria natureza e essência. É apenas na escuridão profunda do céu noturno que as estrelas começam a aparecer, bem como também é apenas no pano de fundo escuro do pecado e do julgamento que o evangelho brilha.

Somente depois de a Lei nos ter injuriado e derrotado, nós conseguiremos admitir nossa necessidade de abraçar o evangelho, para que este cure nossas feridas. 

Somente depois de a Lei nos prender e aprisionar, nós ansiaremos para que Cristo nos liberte. 

Somente depois de a Lei nos condenar e matar, é que nós buscaremos Cristo para sermos justificados e viver.

Somente depois de a Lei nos levar ao desespero, é que nós acreditaremos em Jesus.

Somente depois de a Lei nos rebaixar até o inferno, é que nos voltaremos para o evangelho, para que este nos leve ao céu.

Amém!
Adaptado: Pr. John Stott

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

4 - A SUBTRAÇÃO DOS INIMIGOS - SÉRIE: 70 X 7, A MATEMÁTICA DO PERDÃO


4 – A SUBTRAÇÃO DOS INIMIGOS

INTRODUÇÃO: Nós já aprendemos nas mensagens anteriores que o perdão é “Só Para os Fortes”, “A Adição da Culpa”, e na semana passada estudamos “A Multiplicação da Graça”. Hoje vamos aprender que nesta matemática do perdão é preciso subtrair os inimigos para o resultado dar positivo. 

“O único remédio para a inevitabilidade da história é o perdão; caso contrário, continuamos presos na embaraçosa situação da irreversibilidade” (Hannah Arendt – Filósofa judia)

O perdão poderia ter poupado milhões de vidas nas guerras. A falta de perdão fez surgir duas Coréias (do Norte e do Sul), duas Alemanhas (Oriental e Ocidental), dividiu a Ilha de Chipre em Republica Turca do Norte de Chipre e tantas outras nações. 

Um casamento sem perdão o divórcio é inevitável
Ilustração: Conflitos nos

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

3 - A MULTIPLICAÇÃO DA GRAÇA - SÉRIE: 70 X 7 A MATEMÁTICA DO PERDÃO



3 - A MULTIPLICAÇÃO DA GRAÇA

INTRODUÇÃO: Nós já aprendemos nas mensagens anteriores que o perdão é “Só Para os Fortes” e na semana passada estudamos “A Adição da Culpa”, ou seja, é preciso ser forte para perdoar e também é necessário pedir perdão e ser perdoado para perdoar.
O perdão e a salvação que recebemos é o resultado da graça divina, não é baseada em méritos. 
A dinâmica do “assim como nós” da oração do Pai Nosso, mais uma vez se aplica aqui. Assim como recebemos a graça, precisamos também oferecê-la a quem nos ofender.

Texto Bíblico: Mateus 18:21,22
Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? "
Jesus respondeu: "Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete.
PORQUE MULTIPLICAR A GRAÇA? A MISERICÓRDIA E A GRAÇA DE DEUS SÃO TÃO GRANDES QUE NÃO PODEM SER MEDIDAS. POR ISSO DEVEMOS PERDOAR BASEADOS NESSE PADRÃO.

1 – NÃO OLHE O TAMANHO DA OFENSA
“E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos;” (Mateus 18.24)
Ao responder a Pedro que deveria perdoar 70 x 7, Jesus percebe que ele não tinha entendido a mensagem e por isso conta uma história. O Rei não olhou o tamanho da dívida ao perdoar o seu servo. 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

2 - A ADIÇÃO DA CULPA - SÉRIE: 70 X 7 A MATEMÁTICA DO PERDÃO



2 – A ADIÇÃO DA CULPA

INTRODUÇÃO: Estamos estudando a Matemática do Perdão segundo nos ensinou nosso Senhor Jesus Cristo. Para não errarmos nos cálculos, temos hoje um desafio que começa com a adição da culpa. 
Você lembra da oração do Pai Nosso? “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores” (Mateus 6.12)
Então aprendemos que antes de perdoar, precisamos ser perdoados. Mas perdoado de quê? Você sabe quais são seus pecados, já os adicionou e os confessou a Deus? Vamos fazer isso juntos.

1 – NÃO ESCONDA SEUS PECADOS
“Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: "Confessarei as minhas transgressões ao Senhor", e tu perdoaste a culpa do meu pecado” (Salmos 32:5)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

PASTORAL: PREGUE A PALAVRA



PREGUE A PALAVRA
“Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina.” 
(2 Timóteo 4.2)
A razão precípua da existência da igreja é a PREGAÇÃO DO EVANGELHO.
Esta é a nossa missão, está no nosso DNA a obra de evangelização. Uma Igreja que não prega o evangelho, está morta. Uma Igreja que não faz discípulos, não é igreja. 
Apesar de sabermos isto surge a pergunta: 
Estamos fazendo isso? 
Estamos cumprindo a nossa missão? 
Estamos fazendo uma obra de evangelização eficiente e eficaz? 
Abrangente e irrestrita? Dinâmica e contextualizada? Viva e relevante?

No texto acima contêm as seguintes ordens para a Igreja:
  • PREGUE A PALAVRA: O que pode fazer a diferença na nossa sociedade é a palavra. O que pode transformar o homem é a palavra, o pode libertá-lo é a palavra. Nem conceitos, nem modismos, nem fórmulas de crescimento, nem dogmas ou rituais litúrgicos e meramente religiosos poderão efetuar a mudança da natureza humana que só a palavra o faz.  
  • ESTEJA PREPARADO: As oportunidades para compartilhar as boas novas de salvação podem surgir a qualquer momento, em qualquer lugar e da forma mais inusitada. É preciso estar preparado para, assim que surgirem, não serem desperdiçadas. Deus deseja e quer te usar para transmitir as boas novas de salvação a qualquer momento, Ele criará situações para que você compartilhe o seu amor àqueles que precisam.

  • REPREENDA: A repreensão não é algo desejado nem agradável, porém, necessário. Repreensão nada tem a ver com condenação. Dizer a verdade em amor é o nosso papel, significa condenar é não concordar com a prática do pecado mas continuar amando o pecador. 
  • CORRIJA: A correção faz parte do discipulado. Fazer verdadeiros discípulos de Cristo implica em corrigi-los à lua da palavra e ajudá-los a vencerem suas falhas e limitações, ensiná-los na vereda dos justos e fortalecê-los na fé, nas orações e no conhecimento das escrituras.
  • EXORTE: É um engano achar que exortação significa chamar à atenção, puxão de orelhas, dar descomposturas... Exortação significa animar a pessoa que falhou, motivá-la ao acerto, estimulá-la e não cometer os mesmos erros. É vida na vida, é compartilhar experiências vividas, fracassos cometidos por nós para que nasça a experiência pessoal do discípulo com o nosso Senhor.
  • PACIÊNCIA E DOUTRINA: Não se faz discípulos da noite pro dia, não há fórmulas mágicas e instantâneas. Leva tempo, dá trabalho, custa investimento, suor, lágrimas, oração, dedicação e o alimento correto. A sã doutrina é este adubo, o fortificante que vai preparar o discípulo para ser frutífero e de raízes profundas em Deus e na sua palavra. 

Certa vez o grande conferencista internacional, Pr.Billy Graham disse assim: "A bíblia não manda que os pecadores procurem a igreja, mas ordena que a igreja saia em busca dos pecadores"
Este é o nosso desafio: Vamos encher a casa de Deus, convidar tantas pessoas e insistir com elas a que venham adorar a Deus conosco e com oração e súplicas rogarmos ao Espírito Santo que os convença do pecado, da justiça e do juízo. Que assim seja.

Amém. 
Pr. Dener Maia 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

SÉRIE: 70 X 7 A MATEMÁTICA DO PERDÃO - MENSAGEM 1



1 - "70 X 7 – SÓ PARA OS FORTES"


INTRODUÇÃO:
1. C. S. Lewis disse que é mais fácil falar sobre perdão do que perdoar. É fácil falar sobre perdão até ter alguém para perdoar. Amar a todos é fácil, o desafio é amar quem nos persegue. 
2. Isso é um fato: decepcionamos as pessoas e as pessoas nos decepcionam. As pessoas são ladrões da nossa alegria. Sofremos mais por causa das pessoas do que pelas circunstâncias adversas. 
3. Vivemos num mundo ferido, doente e cheio de mágoas: entre as nações, entre tribos, entre famílias. Hoje, o divórcio já atinge 50% dos casamentos. O divórcio é fruto da dureza de coração, ou seja, incapacidade de perdoar.
4. O pecado mais presente na igreja é o pecado da mágoa. Quem não perdoa adoece. 
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